Gravação DVD - São Braz

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Quarta-feira, Maio 14, 2008

Pequena Exegese de II Tm 3.1b



Texto: II Tm 3.1 “Sabe, porém, isto nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,

Faremos um breve comentário sobre o texto acima. Priorizando as ultimas palavras da frase, na qual acreditamos contar um teor profundamente profético e instrutivo. Começaremos pela palavra último.


Últimos - (gr- escatwv -eschatos)

Definições
1) extremo
1a) último no tempo ou no lugar
1b) último numa série de lugares
1c) último numa suceção temporal
2) último
2a) último, referindo-se ao tempo

Percebemos uma referencia aos últimos dias da Igreja na terra. Poderiamos dizer então, tempos apocalípticos.



Dias - (gr- hmera - hemera)

Definições
1) o dia, usado do dia natural, ou do intervalo entre o nascer e o pôr-do-sol, como diferenciado e contrastado com a noite
1a) durante o dia
1b) metáf., "o dia" é considerado como o tempo para abster-se de indulgência, vício, crime, por serem atos cometidos de noite e na escuridão
2) do dia civil, ou do espaço de vinte e quatro horas (que também inclui a noite)
2a) o uso oriental deste termo difere do nosso uso ocidental. Qualquer parte de um dia é contado como um dia inteiro. Por isso a expressão "três dias e três noites" não significa literalmente três dias inteiros, mas ao menos um dia inteiro, mais partes de dois outros dias.
3) do último dia desta presente era, o dia em que Cristo voltará do céu, ressuscitará os mortos, levará a cabo o julgamento final, e estabelecerá o seu reino de forma plena.
4) usado do tempo de modo geral, i.e., os dias da sua vida.


Aqui, a palavra usada dá uma plena conotação de tempo no qual precisamos vigiar, nos abster do mau [Cf 1b)] e período no qual Cristo voltará...[cf3)]. Tempo no qual Cristo dará cabo ao mau, e início a uma nova estação de acontecimentos.


Tempos - kairov kairos
De forma geral, temos dois tempos. O cronos, derivando-se o cronológico que usamos e o Kairós, tempo oportuno de Deus . O que é referencia neste texto. Tempo escolhido por Deus para algum propósito.


Definições
1) medida exata
2) medida de tempo, maior ou menor porção de tempo, daí:
2a) tempo fixo e definido, tempo em que as coisas são conduzidas \a crise, a esperada época decisiva
2b) tempo oportuno ou próprio
2c) tempo certo
2d) período limitado de tempo
2e) para o qual o tempo traz, o estado do tempo, as coisas e eventos do tempo


Feros - (gr- calepov -chalepos )
Definições
1) difícil de fazer, de pegar, de aproximar-se
2) difícil de tolerar, preocupante, perigoso
3) Duro, feroz, selvagem, doloroso, cruel,

4) Sociedade desprovida de virtudes, mas abundante em vívios.


Não precisa de muita reflexão para que percebamos que os tempos citados por Paulo nesta passagem são os tempos pós -modernos que vivemos.


Uma humanidade de difícil convivência, de baixa tolerância, de nenhuma misericórdia, fria, calculista, materialista, consumista, edonista, idealista, oportunista e alguns "istas" a mais.


Mas o que me impreciona é a expressão duro, feroz e selvagem. Todos estes adjetivos são usados para animais irracionais. Um animal irracional é de dura convivência, é feroz e selvagem. Um cachorro doméstico não tem estas características. Um gatinho também não. Mas um leão, uma pantera, um leopardo sim. Animais que não sabem conviver em civilização, possuem hábitos diferentes, costumes selvagens, enfim, comportamentos que destoam dos domesticados e civilizados.


Esta é a nossa sociedade "capitalista selvagem".

Que ama as coisas e usa pessoas.

Que é líquida e flutuante.

Dialética até quando lhe interessa.


Que cresce no conhecimento assim como na desumanização.

Que descobre vacinas para epidemias, mas esquece do antidoto contra o ódio (amor).

Que possuem mansões, seguranças, sistemas sofisticados de proteção, mas não conseguem dormir em paz.

Que compram carros importados, mas não conseguem comprar felicidade.

Que possuem muito e ao mesmo tempo nada.

Um grande paradoxo



A solução para a humanidade num todo, é a palavra de Deus. Paulo diz:" Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça" (II Tm 3.16). Só ela pode mudar uma vida, uma história e qualquer situação, assim como mudou a minha, de muitos e pode mudar a sua.


Pb. Ivan Tadeu


Terça-feira, Maio 13, 2008

Biografia do Apóstolo Paulo/ Parte trabalho conclusão de Curso



Formação do Autor

Começaremos este capítulo, relatando de forma breve, mas salutar, algumas fases da vida de Paulo, segundo Exegese de Romano (FARIA, 2003, p 5-6). Pelas quais ficará claro a distinção do ministério apostólico de Paulo e dos outros discípulos, considerando sua formação e consciência, que muito se difere dos demais discípulos.

Infância
2/1 a.C. – Nasce em Tarso - SAULO/PAULO
4 d.C. – Com 05 anos de idade – Aprende a TORÁ
9 d.C. – Com 10 anos de idade – Aprende a MISHNAH (Tradições Judaicas)

Adolescência
12 d.C. – Com 13 anos – Passa cerimônia do BAR MITZVAH (Filho do Mandamento) – Passa a viver conforme as leis do VT – Entra para a Escola de Gamaliel (Este era um privilégio concedido aos melhores alunos)
25 d.C. – Início do Ministério de João Batista (13 anos)
26 d.C. – Saulo fica estudando em Jerusalém

Juventude e fase adulta
29-35 d.C. – Crucificação de Jesus
32 d.C. – Estuda em Tarso
31-35 d.C. – Conversão em Damasco – At. 09 (mais ou menos após um ano da crucificação de Jesus)
33 d.C. – Viagem pela Arábia – Gl 1.17-18 (durante 03 anos)
34/35/36 d.C. – Vai a Jerusalém – 1º visita – (Vê apenas a Pedro e Tiago – irmão de Jesus, e fica com ele 15 dias) – Gl. 1.18-19
34/35-48 d.C. – (Durante 14 anos) Viaja pelas regiões da Diria e Cilícia (Tarso) –É arrebatado até o terceiro céu (ao PARAÍSO) e ouve palavras que não é lícito ao homem falar. (II Co. 12.2-4)
47 d.C. – Barnabé chama Paulo para ajudá-lo na igreja em Antioquia onde fica 01 ano. (At. 11.26b)

Início do Ministério
48 d.C. – Volta a Jerusalém junto com Barnabé, levando também Tito (Gl. 2.1) – Inicia então sua primeira viajem missionária (42 anos)- Observem que Paulo já é um senhor quando inicia o seu ministério – Concílio Apostólico – At 15
50 d.C. – No início da primavera (provavelmente em Éfeso) escreve aos Tessalonicenses (ou aos Gálatas), e três meses depois escreve aos Romanos. (45/46 anos)
51/52-55/56 d.C. – 2º Viajem Missionária – Ásia Menor e Grécia (51 anos)
56 d.C. – 3º Viajem Missionária (56 anos)
59 d.C. – Parte para Roma
60 d.C. – Chega em Roma
62 d.C. – Solto por Nero
62a 64 d.C. – Ministério no oriente (Éfeso – I Tm; e Creta – Tt).
64 d.C. – Nero incendeia Roma
64-65 d.C. - Paulo viaja à Espanha.
64-68 d.C. - Preso novamente e executado em Roma, provavelmente na Via Àpia.
70 d.C. – Destruição de Jerusalém;

Paulo, um homem rico no saber, específico nas suas abordagens, munido de um amplo raciocínio e profundo conhecimento para fundamentação daquilo que queria transmitir e que tem inspirado a muitos homens há séculos como: Lutero, Agostinho, Coleridge, Godet, João Crisóstomo, Griffith Thomas, João Calvino, Melanton, William Ramsay e Davi Bacon, como narra Faria (2003, p.32,33).
Homem de coragem e perseverança incansável na obra do Divino Salvador, a ponto de sofrer terrivelmente e ainda assim entender estes episódios como privilégios concedidos por Deus, conforme narrativa de II Cor 11.16-33.
Possuía uma visão missionária firmada na vocação Divina sem nunca ser pesado aos irmãos da fé, trabalhando simultaneamente enquanto desenvolvia seu ministério (I Ts 2.9).
Conhecedor da arte da oratória dialogou com os filósofos de sua época sem titubear certo dia no Areópago, em Atenas (Atos 17.15-34).
Sabia lidar com a idéia da morte de forma totalmente diferente da maioria das pessoas, referindo-se a ela como uma promoção, declarando que para ele viver é Cristo e morrer é ganho (Fl 1.21), tendo plena certeza do encontro com seu Salvador e a convicção da recompensa que superaria todas as dores e dificuldades deste mundo presente, como deixa registrado em Rm 8.18: “Porque para mim, tenho por certo, que as provações do tempo presente, não são para se comparar, com a glória que nos há de ser revelada”.

Sexta-feira, Maio 09, 2008

Dia das Mães - Homenagem

Mãe,


Mãe é aquela que ao dar a benção da vida, entregou a sua, pronta para dedicar-se dias e noites aos seus filhos.
Mãe é aquela que ao lutar para dar o melhor aos seus, acabou esquecendo-se de si mesma, colocando-se sempre em segundo plano.
Mãe é aquela que ao desejar e batalhar pelo sucesso de seus filhos, acaba abandonando seus próprios anseios, deixando profissão e sonhos para dedicar-se aos ideais dos seus.
Mãe é aquela que ao comemorar as vitórias de seus filhos, esquece de seus próprios méritos.
Mãe é aquela que ao receber palavras ríspidas, sempre responde com seu amor incondicional distribuindo palavras de carinho.
Mãe é aquela que ao lembrar do passado, não pensa em discussões, brigas e desentendimentos, mas faz uma prece:
Deus cuide de meus filhos por toda a vida!

Mãe é milagre. Desde o começo até o fim.” (Gabriel Chalita)

Para você mãe, desejo um feliz dia, repleto de carinho e muitos abraços! Que Deus as abençoe!


Sugestão de texto:

Como surgiu o Dia das Mães
A história da criação do Dia das Mães começa nos Estados Unidos, em maio de 1905, em uma pequena cidade do Estado da Virgínia Ocidental. Foi lá que a filha de pastores Anna Jarvis e algumas amigas começaram um movimento para instituir um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães.
A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Para Anna, a data tinha um significado mais especial: homenagear a própria mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, falecida naquele mesmo ano. Ann Marie tinha almejado um feriado especial para honrar as mães.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração. Em 1914, a celebração foi unificada nos Estados Unidos, sendo comemorado sempre no segundo domingo de maio. Em pouco tempo, mais de 40 países adotaram a data.
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou o feriado.
Mas Anna não foi a primeira a sugerir a criação do Dia das Mães. Antes dela, em 1872, a escritora Julia Ward Howe chegou a organizar em Boston um encontro de mães dedicado à paz.


Alessandra Radke de Carvalho Panicio

Quarta-feira, Maio 07, 2008

95 Teses de Lutero

Essas teses foram afixadas na porta da igreja do Castelo de Wittenberg a 1º de outubro de 1517.

01.
Nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo em dizendo "Arrependei-vos, etc.", afirmava que toda a vida dos fiéis deve ser uma ato de arrependimento.
02.
Essa declaração não pode ser entendida como o sacramento da penitência (i. e., confissão e absolvição) que é administrado pelo sacerdócio.
03.
Contudo, não pretende falar unicamente de arrependimento interior; pelo contrário, o arrependimento interior é vão se não produz externamente diferentes espécies de mortificação da carne.
04.
Assim, permanece a penitência enquanto permanece o ódio de si (i. e., verdadeira penitência interior), a saber, o caminho reto para entrar no reino dos céus.
05.
O papa não tem o desejo nem o poder de perdoar quaisquer penas, exceto aquelas que ele impôs por sua própria vontade ou segundo a vontade dos cânones.
06.
O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoado os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações a culpa permaneceria.
07.
Deus não perdoa a culpa de ninguém sem sujeitá-lo à humilhação sob todos os aspectos perante o sacerdote, vigário de Deus.
08.
Os cânones da penitência são impostas unicamente sobre os vivos e nada deveria ser imposta aos mortos segundo eles.
09.
Por isto o Espírito Santo nos beneficia através do papa, mas sempre faz exceção de seus decretos no caso da iminência da morte e da necessidade.
10.
Os sacerdotes que no caso de morte reservam penas canônicas para o purgatório agem ignorante e incorretamente.
11.
Esta cizânia que se refere à mudança de penas canônicas em penas no purgatório certamente foi semeada enquanto os bispos dormiam.
12.
As penitências canônicas eram impostas antigamente não depois da absolvição, mas antes dela, como prova de verdadeira contrição.
13.
Os moribundos pagam todas as suas dívidas por meio de sua morte e já estão mortos para as leis dos cânones, estando livres de sua jurisdição.
14.
Qualquer deficiência em saúde espiritual ou e amor por parte de um homem moribundo deve trazer consigo temor, e quanto maior for a deficiência maior deverá ser o temor.
15.
Esse temor e esse terror bastam por si mesmos para produzir as penas do purgatório, sem qualquer outra coisa, pois estão pouco distante do terror do desespero.
16.
Com efeito, a diferença entre Inferno, Purgatório e Céu parece ser a mesma que há entre desespero, quase-desespero e confiança.
17.
Parece certo que para as almas do purgatório o amor cresce na proporção em que diminui o terror.
18.
Não parece estar provado, quer por argumentos quer pelas Escrituras, que essas almas estão impedidas de ganhar méritos ou de aumentar o amor.
19.
Nem parece estar provado que elas estão seguras e confiantes de sua bem-aventurança, ou, pelo menos, que todas o estejam, embora possamos estar seguros disso.
20.
O papa pela remissão plenária de todas as penas não quer dizer a remissão de todas as penas em sentido absoluto, mas somente das que foram impostas por ele mesmo.
21.
Por isto estão em erro os pregadores de indulgências que dizem ficar um homem livre de todas as penas mediante as indulgências do papa.
22.
Pois para as almas do purgatório ele não perdoa penas a que estavam obrigadas a pagar nesta vida, segundo os cânones.
23.
Se é possível conceder remissão completa das penas a alguém, é certo que somente pode ser concedida ao mais perfeito; isto quer dizer, a muito poucos.
24.
Daí segue-se que a maior parte do povo está sendo enganada por essas promessas indiscriminadas e liberais de libertação das penas.
25.
O mesmo poder sobre o purgatório que o papa possui em geral, é possuído pelo bispo e pároco de cada dioceses ou paróquia.
26.
O papa faz bem em conceder remissão às almas não pelo poder das chaves (poder que ele não possui), mas através da intercessão.
27.
Os que afirmam que uma alma voa diretamente para fora (do purgatório) quando uma moeda soa na caixa das coletas, estão pregando uma invenção humana (hominem praedicant).
28.
É certo que quando uma moeda soa, cresce a ganância e a avareza; mas a intercessão (suffragium) da Igreja está unicamente na vontade de Deus.
29.
Quem pode saber se todas as almas do purgatório desejam ser resgatadas? (Que se pense na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal).
30.
Ninguém está seguro na verdade de sua contrição; muito menos de que se seguirá a remissão plenária.
31.
Um homem que verdadeiramente compra suas indulgências é tão raro como um verdadeiro penitente, isto é, muito raro.
32.
Aqueles que se julgam seguros da salvação em razão de suas cartas de perdão serão condenados para sempre juntamente com seus mestres.
33.
Devemos guardar-nos particularmente daqueles que afirmam que esses perdões do papa são o dom inestimável de Deus pelo qual o homem é reconciliado com Deus.
34.
Porque essas concessões de perdão só se aplicam às penitências da satisfação sacramental que foram estabelecidas pelos homens.
35.
Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
36.
Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plenária tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de perdão.
37.
Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem cartas de perdão.
38.
Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois - como disse - é uma declaração da remissão divina.
39.
É muito difícil, mesmo para os teólogos mais sábios, dar ênfase na pregação pública simultaneamente ao benefício representado pelos indulgências e à necessidade da verdadeira con-trição.
40.
Verdadeira contrição exige penitência e a aceita com amor; mas o benefício das indulgências relaxa a penitência e produz ódio a ela. Tal é pelo menos sua tendência.
41.
Os perdões apostólicos devem ser pregados com cuidado para que o povo não suponha que eles são mais importantes que outros atos de amor.
42.
Deve ensinar-se aos cristãos que não é intenção do papa que se considera a compra dos perdões em pé de igualdade com as obras de misericórdia.
43.
Deve ensinar-se aos cristãos que dar aos pobres ou emprestar aos necessitados é melhor obra que comprar perdões.
44.
Por causa das obras do amor o amor é aumentado e o homem progride no bem; enquanto que pelos perdões não há progresso na bondade mas simplesmente maior liberdade de pe-nas.
45.
Deve ensinar-se aos cristãos que um homem que vê um irmão em necessidade e passa a seu lado para dar o seu dinheiro na compra dos perdões, merece não a indulgência do papa, mas a indignação de Deus.
46.
Deve ensinar-se aos cristãos que - a não ser que haja grande abundância de bens - são obrigados a guardar o que é necessário para seus próprios lares e de modo algum gastar seus bens na compra de perdões.
47.
Deve ensinar-se aos cristãos que a compra de perdões é matéria de livre escolha e não de mandamento.
48.
Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que de dinheiro contado.
49.
Deve ensinar-se aos cristãos que os perdões do papa são úteis se não se põe confiança neles, mas que são enormemente prejudiciais quando por causa deles se perde o temor de Deus.
50.
Deve ensinar-se aos cristãos que, se o papa conhecesse as exações praticadas pelos pregadores de indulgências, ele preferiria que a basílica de São Pedro fosse reduzida a cinzas a construí-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51.
Deve ensinar-se aos cristãos que o papa - como é de seu dever - desejaria dar os seus próprios bens aos pobres homens de quem certos vendedores de perdões extorquem o dinheiro; que para este fim ele venderia - se fosse possível - a basílica de São Pedro.
52.
Confiança na salvação por causa de cartas de perdões é vã, mesmo que o comissário, e até mesmo o próprio papa, empenhasse sua alma como garantia.
53.
São inimigos de Cristo e do povo os que em razão da pregação das indulgências exigiam que a palavra de Deus seja silenciada em outras igrejas.
54.
Comete-se uma injustiça para com a palavra de Deus se no mesmo sermão se concede tempo igual, ou mais longo, às indulgências do que a palavra de Deus.
55.
A intenção do papa deve ser esta: se a concessão dos perdões - que é matéria de pouca importância - é celebrada pelo toque de um sino, como uma procissão e com uma cerimônia, então o Evangelho - que é a coisa mais importante - deve ser pregado com o acompanhamento de cem sinos, de cem procissões e de cem cerimônias.
56.
Os tesouros da Igreja - de onde o papa tira as indulgências - não estão suficientemente esclarecidos nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57.
É pelo menos claro que não são tesouros temporais, porque não estão amplamente espalhados mas somente colecionados pelos numerosos vendedores de indulgências.
58.
Nem são os méritos de Cristo ou dos santos, porque esses, sem o auxílio do papa, operam a graça do homem interior e a crucificação, morte e descida ao inferno do homem exterior.
59.
São Lourenço disse que os pobres são os tesouros da Igreja, mas falando assim estava usando a linguagem de seu tempo.
60.
Sem violências dizemos que as chaves da Igreja, dadas por mérito de Cristo, são esses tesouros.
61.
Porque é claro que para a remissão das penas e a absolvição de casos (especiais) é suficiente o poder do papa.
62.
O verdadeiro tesouro da Igreja é o sacrossento Evangelho da glória e da graça de Deus.
63.
Mas este é merecidamente o mais odiado, visto que torna o primeiro último.
64.
Por outro lado, os tesouros das indulgências são merecidamente muito populares, visto que fazem do último primeiro
65.
Assim os tesouros do Evangelho são redes com que desde a Antigüidade se pescam homens de bens.
66.
Os tesouros das indulgências são redes com que agora se pescam os bens dos homens.
67.
As indulgências, conforme declarações dos que as pregam, são as maiores graças; mas "maiores" se deve entender como rendas que produzem.
68.
Com efeito, são de pequeno valor quando comparadas com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69.
Bispos e párocos são obrigados a admitir os comissários dos perdões apostólicos com toda a reverência.
70.
Mas estão mais obrigados a aplicar seus olhos e ouvidos à tarefa de tornar seguro que não pregam as invenções de sua própria imaginação em vez de comissão do papa.
71.
Se qualquer um falar contra a verdade dos perdões apostólicos que sejam anátema e amaldiçoado.
72.
Mas bem-aventurado é aquele que luta contra a dissoluta e desordenada pregação dos vencedores de perdões.
73.
Assim como o papa justamente investe contra aqueles que de qualquer modo agem em detrimento do negócio dos perdões.
74.
Tanto mais é sua intenção investir contra aqueles que, sob o pretexto dos perdões, agem em detrimento do santo amor e verdade.
75.
Afirmar que os perdões papais têm tanto poder que podem absolver mesmo um homem que - para aduzir uma coisa impossível - tivesse violado a mão de Deus, é delirar como um lunático.
76.
Dizemos ao contrário, que os perdões papais não podem tirar o menor dos pecados veniais no que tange à culpa.
77.
Dizer que nem mesmo São Pedro e o papa, não podia dar graças maiores, é uma blasfêmia contra São Pedro e o papa.
78.
Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc. como em 1 Co 12.
79.
É blasfêmia dizer que a cruz adornada com as armas papais tem os mesmos efeitos que a cruz de Cristo.
80.
Bispos, párocos e teólogos que permitem que tal doutrina seja pregada ao povo deverão prestar contas.
81.
Essa licenciosa pregação dos perdões torna difícil, mesmo a pessoas estudadas, defender a honra do papa contra a calúnia, ou pelo menos contra as perguntas capciosas dos leigos.
82.
Esses perguntam: Por que o papa não esvazia o purgatório por um santíssimo ato de amor e das grandes necessidades das almas; isto não seria a mais justa das causas visto que ele resgata um número infinito de almas por causa do sórdido dinheiro dado para a edificação de uma basílica que é uma causa bem trivial?
83.
Por que continuam os réquiens e os aniversários dos defuntos e ele não restitui os benefícios feitos em seu favor, ou deixa que sejam restituídos, visto que é coisa errada orar pelos re-dimidos?
84.
Que misericórdia de Deus e do papa é essa de conceder a uma pessoa ímpia e hostil a certeza, por pagamento de dinheiro, de uma alma pia em amizade com Deus, enquanto não resgata por amor espontâneo uma alma que é pia e amada, estando ela em necessidade?
85.
Os cânones penitenciais foram revogados de há muito e estão mortos de fato e por desuso. Por que então ainda se concedem dispensas deles por meio de indulgências em troca de di-nheiro, como se ainda estivesse em plena força?
86.
As riquezas do papa hoje em dia excedem muito às dos mais ricos Crassos; não pode ele então construir uma basílica de São Pedro com seu próprio dinheiro, em vez de fazê-lo com o dinheiro dos fiéis?
87.
O que o papa perdoa ou dispensa àqueles que pela perfeita contradição têm direito à remissão e dispensa plenária?
88.
Não receberia a Igreja um bem muito maior se o papa fizesse cem vezes por dia o que agora faz uma única vez, isto é, distribuir essas remissões e dispensas a cada um dos fiéis?
89.
Se o papa busca pelos seus perdões antes a salvação das almas do que dinheiro, por que suspende ele cartas e perdões anteriormente concedidos, visto que são igualmente eficazes?
90.
Abafar esses estudos argumentos dos fiéis apelando simplesmente para a autoridade papal em vez de esclarecê-los mediante uma resposta racional, é expor a Igreja e o papa ao ridículo dos inimigos e tornar os cristãos infelizes.
91.
Se os perdões fossem pregados segundo o espírito e a intenção do papa seria fácil resolver todas essas questões; antes, nem surgiriam.
92.
Portanto, que se retirem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "paz, paz", e não há paz.
93.
E adeus a todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "a cruz, a cruz", e não há cruz.
94.
Os cristãos devem ser exortados a esforçar-se em seguir a Cristo, sua cabeça, através de sofrimentos, mortes e infernos.
95.
E que eles confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Ele está te protegendo, mesmo que você não veja!









Mal sabemos o quanto Ele suportou, suporta e suportará por nós... Não deixe de tentar descobrir um pouco mais sobre Ele, que te protege de tantas 'pedras' ... Não deixe de conversar com Ele... Não deixe de agradecer... Ele esta aí com você...por mais que não perceba!

Sexta-feira, Maio 02, 2008

7 Lições ligadas a Vinha - Mt 21.33-45 – Is 5.

1º Plantou uma vinha

2º Cercou- Limites – Proteção
Contra Raposas
Contra Javalis
Contra Boi Selvagem

3º Tirou as pedras (Mt 13.15)
Coração Duro
Ouvidos surdos
Olhos cegos
Sem possibilidade de cura

Com pedras se planta sementes, mas elas não possuem raízes profundas. E facilmente são arrancadas.

4º Plantou com sementes excelentes
Semente adulterada não dá certo (Lc 8.11)
Sementes apodrecidas (Joel 1.17)


5º Torre -
Correrá o justo em alto retiro
Sem a torre é sem referencia
Torre é o Senhor

6º Lagar
Lugar de Pisar a uva.
Pisou o lagar que era a ira de Deus
Lugar de oração
Lugar de trabalho forçado
Lugar de produzir a essência do fruto

7º Existem várias formas de rejeitar a Deus
Dons é dado pela graças
Frutos é obtido pelo trabalho.

Sexta-feira, Abril 25, 2008

Cristão High-Tech


Não há como negar que a sociedade é mutante, e uma das grandes mutações presentes é a tecnologia do mundo virtual. Todos os dias surgem novas ferramentas tecnológicas que nos coagem ao aprendizado para não cairmos no descrédito. Não saber o última informação é ser ultrapassado, arcaico e outras “coizistas” mais. Nossos adolescentes sabem muito mais do mundo virtual do que a boa maioria dos pais. Passam horas na frente da “telinha” e estão conectados com o mundo. Junto com eles mais alguns milhões de internaltas da rede mundial de computadores.
Para que você esteja incluído na rede, basta ter um perfil no orkut, no facebook, blog ou site. Alguns gostam outros não, alguns se encerem, mas há quem repudie. No entanto, uma verdade inegável é que existe uma sociedade virtual, um mundo virtual ainda não alcançado pelo evangelho. Quem sabe hoje poderemos parafrasear o evangelista John Wesley e dizer: “O mundo virtual é a minha paróquia”.
Além do que, as ferramentas de rede social são ótimas para disseminação de idéias, valores e atitudes, inclusive o evangelho. Com elas é possível desenvolver o “Buzz Marketing” (Marketing viral) divulgando Pessoas Físicas e Jurídicas, Ministérios de Igrejas etc. É comum milhares ouvirem músicas, pregações e até assistirem cultos pela internet.
O fenômeno que se percebe é que há um agrupamento de interesses mútuos. O público que “freqüenta” as mesmas páginas que você, indubitavelmente, possue os mesmo interesses, gerando um vínculo, e isso gera uma rede que é chamada de SMO (Social Media Optimization) que nada mais é que uma ferramenta de gerar publicidade por meio das mídias sociais.
Algo importante de se observar é que o SMO é um sistema PULL Marketing (puxado pelo usuário) e não PUSH (empurrado), entendendo que nada pode ser forçado na rede, lembrando que boa parte da sociedade é líquida, não quer se prender a nada e a ninguém, tão somente a sua livre escolha. Para isso o atrativo é a arma do negócio.
Bem, o texto bíblico da Daniel já nos orientava sobre este evento da tecnologia, a profecia se cumpriu e estamos a cada dia mais perto da segunda volta de Cristo.
Podemos simplesmente fazer de conta que nada está acontecendo e não nos envolver porque existe muita sujeira neste meio e pecarmos por omissão. Ou podemos ser desafiados a sair da platéia que simplesmente reclama, vaia e aponta erros, e entrarmos no palco da história, desafiados pelas mudanças e tentarmos mostrando diferença de forma sábia e prudente, para realizarmos com eficácia a grande comissão. Vida poderão ser transformadas por uma atitude sua. Tudo com moderação, discernimento e sabedoria, obteremos bom resultados.
A escolha é sua, mas o resultado será nosso.

Pb. Ivan Tadeu